terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ANABELA PROCURA E ACHA MAIS DO QUE PROCURA

Anabela procura e acha mais do que procura

Quer conhecer Anabela? Essa menina é de se encantar com sua ternura e graça.
A história dela é contada com repentes muito originais e é cheia de enigmas e charadas, que são feitos a todo tempo para Anabela desvendar.
Ela sai à procura de sua boneca. Um certo alguém rouba a boneca do carinho onde estava dormindo, perto da casa de Anabela.
Essa sai perguntando pra todo mundo se viu a boneca-menina. Duas árvores dão pistas de que alguém a raptara. E a mãe, Anabela, sai pelo mundo afora para encontrá-la.
Pede ajuda ao delegado da cidade, mas ele não ajuda em nada, pois é um homem que gosta mesmo é de contar vantagem em cima dos outros. E ela se desespera.
Mas eis que aparece um anjo da guarda para Anabela, o Homem Alto de Terno. Ele ajudará a procurar e a encontrar a menina.
E nessa viagem vai surgindo um sentimento entre Anabela e o Homem Alto de Terno, mas ela está tão preocupada com a filha que nem liga para ele.
Os dois irão se aventurar por lugares inusitados. Vão parar num deserto no Egito; precisarão falar com a princesa, mas para isso enfrentarão a esfinge, que no final das contas todo mundo vai ver que ela não era tão difícil de ser derrotada.
E nessa confusão toda não é que a princesa se cansa de ter que obedecer a regras e mais regras de etiqueta e, enfim, realiza um sonho muito antigo: pular carnaval.
Mas, antes ela deixa um recadinho para Anabela: a boneca passara por ali e deixara um bilhetinho para a mãe o qual indicava os jardins do palácio. E lá vão os dois atrás da boneca.
Antes de entrar no jardim precisam passar pelo Dono da Porteira, um tipo metido a valentão e grosseiro. Mas com Anabela e o Homem Alto de Terno não tem nada disso não, ambos são bem espertos para saírem dessa.
É claro que para conseguirem tudo isso contaram com a ajuda do Zé das Couves, ninguém o vê, pois ele é o narrador dessa história, mas que ele ajudou um monte ajudou!
Enfim, Anabela encontra sua boneca, depois de muito procurar por ela e achar muita coisa que nem imaginava existir, mas a boneca tem uma surpresa para ela!
Você não quer saber qual é? Pode deixar que eu não vou estragar essa surpresinha, vou deixar você descobrir sozinho(a). É só ler a história da Anabela!!!
Mas uma coisa eu posso garantir: tudo acaba em festa, em uma grande festa!

(Referência do livro: SAVARY, Flávia. Anabela procura e acha mais do que procura. Ilustrações: João Lin. Belo Horizonte: Dimensão, 2007.)

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A VIDA ÍNTIMA DE LAURA E OUTROS CONTOS

A vida íntima de Laura e outros contos

“A vida íntima de Laura” é um presente que a Clarice deixou para nós. É ela própria quem conta a história, e começa descomplicando o termo “vida íntima”, que não é tão difícil de ser entendido quando explicado de forma simples como Clarice faz.
Aliás, a linguagem que ela utiliza é bem simples, parece mesmo é que ela está conversando com quem está lendo, e isso torna a leitura bem agradável.
Mesmo sendo íntima, a vida da galinha Laura é exposta a quem quiser ler esse conto, e Clarice não hesita, conta tudo!
Laura, uma galinha muito simples, porém bem-humorada e vaidosa – pois gosta de estar sempre bem limpinha e arrumada – é muito valorizada por sua dona e por toda a vizinhança, pois é a galinha que mais bota ovos.
Esse talento compensa a falta de inteligência dela. Mas pensando bem ela não é tão burra assim, pois sabe que ser diferente não é defeito e não sente preconceito pela galinha carijó, a única dessa raça em todo o galinheiro. As duas até são amigas. Deve ser porque, como diz a Clarice, sabem que para Deus não existe esse negócio de raça melhor ou pior.
Um dia Laura sente que vai ser mamãe. Corre contar para seu marido, o Luís. Logo que o filho nasce ela começa a cuidar dele, como as mães costumam fazer: dar comida na boca, etc. E ela se sente muito satisfeita com a maternidade.
Mas Laura tinha um medo. Um medo terrível: de morrer. É isso mesmo! Ela morria de medo de morrer. E não é que certa vez inventaram de fazer galinha ao molho pardo e a cozinheira queria logo a Laura para fazer o tal prato!
Porém Dona Luísa, a dona da Laura, não deixou, pois ela era uma galinha estimada. E Laura muito da esperta – ah, está vendo só, ela não tinha tanta burrice assim, não – se suja de lama para não ser reconhecida e não ir para a panela, já que todas as galinhas eram um pouco parecidas.
Acabam escolhendo outra galinha.
Laura era uma galinha comum, mas não para o Xext (lê-se: Equzequte), uma espécie de anjo da guarda, habitante de Júpiter, que certa noite desceu até o galinheiro onde ela dormia para lhe conceder um desejo. Mas Laura só pediu uma coisa: se seu destino fosse o de virar comida, queria ser comida por Pelé.
Mas que pedido esquisito, você não acha?
Será que Xext concedeu a ela esse desejo? Só a Laura mesmo para pedir uma coisa dessas!
Ah... Um segredinho, mas que fique só entre nós: a Laura é bem vivinha ainda!

Essa é uma das histórias que fazem parte do livro “A vida íntima de Laura e outros contos”, e se você gostou dela vai gostar também de “A mulher que matou os peixes” e “Quase de verdade”, é só ir correndo para a biblioteca e se divertir com essas histórias de bichos e mais bichos!!!

(Referência do livro: LISPECTOR, Clarice. A vida íntima de Laura e outros contos. Ilustrações: Flor Opazo. Rio de Janeiro: JPA, 2011.)

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CAFUTE E PENA-DE-PRATA

Cafute e Pena-de-Prata

            Dois pintinhos, muito diferentes em sua vida social, porém iguais nos seus desejos, são os personagens desse livro de Rachel de Queiroz.
            Ambos vivem aflitos por não saberem de seus destinos, o que acontecerá com eles no futuro, já que dependem dos seus donos.
            O maior sonho dos dois: ganhar a liberdade.
            Cafute, o pintinho pobre, vive sonhando com o dia em que sairá livre pelo mundo para descobrir as coisas existentes nele e viver aventuras inesquecíveis. Ele é ousado, destemido.
            Já seu amigo Pena-de-Prata, pinto de rico, é medroso, desconfiado, pois sempre viveu sendo cuidado por seus donos; viveu, literalmente, debaixo das asas dos donos!
            Cafute, muito esperto, numa oportunidade de ouro, vê a chance de mudar de vida, num descuido do tratador, vê que a portinhola do galinheiro está aberta e mais que depressa chama o amigo, Pena-de-Prata, saem, rapidinho, rumo à liberdade.
            As aventuras só estavam começando! Nesse mundo, “vasto mundo”, tiveram que aprender a lutar pela sobrevivência; encontraram muitos personagens diferentes, alguns até ameaçadores; tiveram que procurar por comida, pois não tinham mais a regalia de só esperar.
            O dois amigos se aventuram em um mundo desconhecido, mas com confiança e respeito um pelo outro aprendem várias lições de vida.
            Pena-de-Prata acostumado a ter tudo o que era de bom não consegue ficar muito tempo longe do galinheiro. Cafute, talvez por já ter passado por grandes dificuldades, não sente tanta falta do galinheiro e deslumbra uma vida nunca por ele antes vivida.
            Dois amigos buscando um sentido para suas vidas, saem à procura do que querem, mas é no mundo, lá fora do galinheiro, que descobrem o que realmente querem.
            Será que algum deles voltou para o galinheiro? Será que algum deles não aguentou a vida longe daquilo que estava acostumado? E todas as aspirações que tinham? O que terá acontecido com nossos personagens?
            Vamos ler essa história de amizade e confiança para saber o que falou mais alto: a liberdade ou a comodidade!!!


(Referência do livro: QUEIROZ, Rachel de. Cafute e Pena-de-Prata. Ilustrações de Maria Eugênia. São Paulo: Editora Saraiva, 2004.)

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sábado, 9 de junho de 2012

ELES QUE NÃO SE AMAVAM

Eles que não se amavam

O título já nos dá uma pista de como essa história terminará. Mas antes de saber o final precisamos pensar sobre tudo o que aconteceu com nossas personagens, duas crianças, que se odeiam.
Alberto e Bernardo não se suportam, quem gosta de um não pode nem pensar em gostar do outro. Esse sentimento acaba tomando conta não só de ambos, mas como de sua família toda, e aqui fico imaginando a intolerância transmitida de pais para filhos, pois esses dois meninos não nasceram um odiando o outro, mas foram aprendendo a cultivar esse sentimento! E quem terá sido que os ensinou?
Muito mais fácil era ter ensinado a amar, não era?! As crianças reproduzem aquilo que vivenciam, logo se vivenciam amor, só poderão amar!
Mas com o Alberto e o Bernardo foi diferente. Agora retifico o que escrevi logo ali, no segundo parágrafo: talvez tenha sido o ódio dos adultos que tenha contaminado o coração desses meninos.
Esse rancor, raiva, ódio gratuitos vão tomando conta, aos poucos, dos vizinhos, amigos, e mais tarde, quando Alberto e Bernardo se tornam adultos, de todo o mundo, que se divide em dois. E não é muito difícil de imaginar o que aconteceu: era inevitável a guerra. Pois ambos estavam tão cegos por esses sentimentos terríveis que não conseguiram enxergar a tempo outra solução de resolver suas diferenças.
Porém em algum momento de suas vidas, quando já velhos, cansados de tanto ódio, percebem o quão malvados e intolerantes foram um para com outro, e para com todos os outros, e acabam decidindo por tentar encontrar um meio de fazerem as pazes, de se respeitarem em suas diferenças, de conviverem apesar das diferenças!
Esses dois meninos, tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais, nos ensinam que na luta pelo poder não há vencedores, só há tristeza e dor; e percebem o tanto que perderam por passarem a maior parte da vida lutando por algo que não os acrescentara nada. Mas ao final, juntos e devagarzinho, eles encontram o caminho para a felicidade e paz!
Alberto e Bernardo nos mostram que nem tudo está perdido, o mundo pode ser melhor, se tivermos paciência e vermos que o mundo não teria graça se tudo fosse igual! Você não concorda?!!


P.S.: Não poderia deixar de comentar sobre as ilustrações, simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S. Primeiro li o livro pelos desenhos! Quem observa as ilustrações não consegue não ler essa história!


Referência do livro: SISTO, Celso. Eles que não se amavam. Ilustrações de André Neves. 2 ed. Rio de Janeiro: Edigraf, 2009.


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segunda-feira, 7 de maio de 2012

OLIVER TWIST

Oliver Twist

            Como descrever Oliver? Talvez essa pergunta não seja tão fácil de responder. Cada leitor que aprecia a leitura de Oliver Twist o vê de maneira particular.
            Dickens teve muita coragem e sensibilidade para escrever a história de Oliver. O menino, órfão, desde o nascimento nunca recebera carinho de qualquer pessoa e, até certa altura da vida, as que se aproximavam dele tinham más intenções. Mesmo assim não era uma criança revoltada, agressiva, pelo contrário, se manteve firme em relação às suas atitudes.
            Oliver passou por muitas dificuldades, que não eram poucas, aliás, eram imensuráveis – como ele, fraco e ingênuo, poderia fugir de uma gangue de infratores que o queriam para transformá-lo em um marginal?
            O menino foi forte, talvez tenha sido por ser ingênuo ou por ter a bondade dentro de si, mas que criança nasce má? Que criança nasce com maldade no coração? Nenhuma. A verdade é que, muitas vezes, na maioria das vezes, são as pessoas que as corrompem.
            Porém, o nosso personagem foi muito resistente e não deixou o mundo e, principalmente, pessoas que lhe queriam mal, desvirtuarem sua boa índole.
            Nessa história, Dickens retrata o drama de crianças, no século XIX, que viviam em orfanatos, ou então como eram conhecidos na Inglaterra, Casa dos Pobres.
            Com a história de Oliver percebemos que as pessoas maldosas nem sempre vencem, e aquelas que tomam decisões de acordo com sua consciência fazem o melhor que podem, como ele próprio fez, sempre tendo atitudes de acordo com aquilo que acreditava.
            Essa é a história de Oliver Twist, um menino que não conheceu pai nem mãe, não soube o que era viver em família quando criança, mas que nunca perdeu a esperança de que um dia sua vida mudaria, como de fato aconteceu; e nunca perdeu a fé nas pessoas, acreditando assim que eram  bondosas, ou deveriam ser.
            Para quem gosta de filmes, Oliver Twist foi adaptado para o cinema em 2004, com o mesmo nome, pelo diretor Roman Polanski. Fica a dica, porém leia o livro primeiramente para, então, assistir ao filme.

DICKENS, Charles. Oliver Twist. (adaptação de Rodrigo Espinosa Cabral) 2ª ed. São Paulo: Rideel, 2004. (Coleção Aventuras Grandiosas)

domingo, 8 de abril de 2012

A MEGERA DOMADA

A megera domada


          Muitas versões já foram feitas dessa história, entre elas: a primeira versão para o cinema, de 1967, tendo o mesmo título do livro; A noviça rebelde – musical da Broadway; Dez coisas que odeio em você – comédia voltada para o público jovem, produzida em 2000; O cravo e a rosa – novela exibida pela Rede Globo.
          Caros leitores, nesse momento vocês já devem estar familiarizados com a história.
          Porém, agora é a vez de a narrativa ser reescrita e recontada pela visão literária de Marco Haurélio, poeta popular nascido na Bahia, que faz uma divertida e bem-humorada versão do texto de Willian Shakespeare.
          Essa versão em cordel, prima pela linguagem mais popular, é contada, como diria Manuel Bandeira através da “língua errada do povo / língua certa do povo / [através do] (...) português [gostoso] do Brasil”. Logo, como a linguagem utilizada é mais ágil, dá fluência à história, quanto mais lemos mais queremos ler.
          Em 158 estrofes é contada a história de duas irmãs: Catarina – a megera – geniosa e orgulhosa, e Bianca – doce e amável.
          A trama gira em torno da tentativa de Petruquio em conquistar o coração de Catarina e mudar seu jeito de ser; e o desejo de Bianca em se casar com Lucêncio, porém impedida pela teimosia e demora de sua irmã em aceitar o pedido de Petruquio.
          O pai das duas meninas, o fidalgo Batista Minola, recusa-se a deixar Bianca, a caçula, a casar-se antes de Catarina, a megera. Fato que entristece Bianca e retarda cada vez mais o sonho dela em realizar seu casamento, pois a irmã, um “osso duro de roer”, nega-se a casar-se com qualquer pretendente, para isso espanta-os todos com seu jeito teimoso e turrão.
          Porém, não contava ela que encontraria um pretendente à sua altura, pois tão caprichoso e temperamental quanto ela, era o interesseiro Petruquio. Este, disposto a todo custo a domar Catarina, arma todas as peraltices possíveis para “amansá-la”.
          A história é instigante: será que Petruquio, o pretendente mais corajoso e persistente de Catarina, conseguirá “domá-la” e conquistá-la? E Bianca, terá um final feliz com seu tão amado e desejado amor? E quanto às relações expostas na trama: será que o interesse prevalecerá ou os sentimentos das personagens serão mudados na medida em que irão se conhecendo melhor?
          Para ter as respostas dessas e de outras questões só lendo o livro, maravilhoso, do Haurélio.

Referência do livro: HAURÉLIO, Marco. (adaptado de Willian Shakespeare) A megera domada. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. (Coleção: Clássicos em cordel)

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domingo, 4 de março de 2012

CHAPEUZINHO ADORMECIDA NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Chapeuzinho adormecida no País das Maravilhas

Você deve estar se perguntando: “Mas que confusão é essa? Parece que alguém se enganou com o nome do livro!” Não precisa se espantar! No mundo mágico da literatura há espaço para todo tipo de imaginação. É o caso desse surpreendente livro.
Desta vez quem conta, ou melhor, tenta contar-nos uma história é um pai, muito atrapalhado, e por isso engraçado.
Quando é pedido, pela filha, para contar-lhe uma história na hora de dormir, ele acaba se atrapalhando todo e misturando várias personagens e vários contos de fada. Afinal, ele é o pai, e por muitos, muitos, muitos anos a tarefa – por sinal prazerosa –  de contar histórias para os filhos era da mamãe. Mas esse tempo já passou – não passou, papais de plantão??? E você vai se surpreender com o jogo de cintura desse pai tão dedicado, que fará de tudo para não decepcionar a sua filha.
Nesse conto até cabe um ditado “quem conta um conto aumenta um ponto”, nesse caso não só um ponto como vírgulas, parágrafos, capítulos e tudo mais a que se tem direito quando se conta uma história.
Esse pai, que parece estar com uma preguiça danada, logo, logo se vê mais empenhado para contar a história do que a filha para ouvir, pois ela queria “Chapeuzinho Vermelho”, mas seu pai desastralhado – mistura de desastrado com atrapalhado – começa a inventar uma história muito maluca.
 Por causa de não se lembrar, de modo algum, de nenhum conto por completo, o pai faz uso de diversos personagens como uma menina de capa vermelha, um coelho atrasado, um príncipe sapo, uma fada madrinha muito descolada (que tem um percing no nariz), uma bruxa mãe e outra filha e vários outros, inclusive, ele mesmo e a sua própria filha. Além disso, mistura cenas e acontecimentos, aguçando cada vez mais a curiosidade da filha, e a nossa também, para saber o final dessa história que vai se tecendo graças ao esquecimento de um pai engraçativo – mistura de engraçado com criativo.
Falando em criativo, devemos elogiar muito a criatividade daquele que inventou todo esse enredo, o escritor Flavio de Souza, que além de imaginar uma nova releitura dos contos de fada, utiliza uma linguagem nova para chamar a atenção às qualidades dos personagens, e nomear tudo aquilo (todas as ações) que ainda não tinha nome como por exemplo, correndando e resmuncitando.
Ficou curioso para saber o que essas palavras significam? Então é só ler o livro do Flavio. Para os papais e mamães antenados, vão ter mais uma história para o seu repertório. Para as crianças, além de aprenderem a brincar com as palavras, conhecerão uma história pra lá de maravinédita – mistura de maravilhosa com inédita!!!

Referência: SOUZA, Flavio de. Chapeuzinho adormecida no País das Maravilhas. Ilustrações de: Ana Raquel. São Paulo: FTD, 2005. (Coleção isto e aquilo)

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O PEQUENO PRÍNCIPE


O Pequeno Príncipe


          O que dizer de O Pequeno Príncipe? Toda a história gira em torno do principezinho, porém vejo que o narrador-personagem se esconde atrás daquele, e todas as reflexões do pequeno príncipe são, na verdade, um desabafo do narrador-personagem, que, a certa altura da vida, se sente frustrado por não ter feito o que realmente queria.
          Como chego a essa conclusão?
          Logo no início da história somos surpreendidos por uma verdade indubitável: as pessoas adultas não fazem uso de sua imaginação, vêem apenas o que parece ser, mas nem tudo que parece, é!
          E é aí que devemos ter cuidado! Quando uma criança te pergunta alguma coisa, pense muito bem o que responderá, pois ela começa a criar valores a partir dessas conversas. A história nos mostra o quão relapsos e, às vezes, ignorantes somos quando respondemos qualquer coisa às perguntas delas, sem nos importar com o peso e valor que nossas palavras terão.
         Em O Pequeno Príncipe, parece-me que o narrador deixa transparecer a sua decepção por não ter sido pintor, e ter se tornado o que era conveniente à época e/ou às pessoas.
         Fico imaginando quantos sonhos infantis, nós, adultos, não “podamos” antes mesmo de florescer! E ainda mais agora, nesses tempos de tecnologia avançada, vivemos ‘colocando’ preocupações na cabeça das crianças e a infância vai-se sem perceber. Será que não há mais tempo para ser criança?!
         Antoine de Saint-Exupéry usa o Pequeno Príncipe para nos abrir os olhos, os olhos do coração. Talvez ele, Saint-Exupéry, tenha descoberto, a tempo, que não importa-nos a idade, lembrou-se de que um dia fora uma criança e encontrou preservados, em algum lugarzinho dentro de si, sentimentos próprios do universo infantil como ingenuidade, pureza e curiosidade, assim percebera que tudo valera a pena.
         O que mais chama a atenção nesse livro são os valores que ele transmite. Em determinado capítulo, vemos o quão superficiais são as pessoas adultas, por se importarem tanto com a aparência de seus semelhantes deixam de estabelecer relações significativas e duradouras.
         Sinto um tom de pesar quando o narrador, metaforicamente, nos diz que esquecemos que um dia fomos criança, e que conseguíamos até desenhar, porque deixamos de fazer coisas de criança. Que pena! Os sentimentos de criança também se foram! E se lamenta por ser, talvez, um pouco igual aos outros adultos.
         As crianças dão valor a tudo que tem significado para elas, não importando a aparência, pois “o essencial é invisível aos olhos!”, e elas usam a imaginação.
         E você? Tem usado sua imaginação? Tem percebido o que é essencial ou tem procurado enxergar o invisível?
         As crianças são especiais demais para serem decifradas em apenas um livro ou numa simples análise.
        O Pequeno Príncipe nos surpreende quando valoriza demasiadamente uma rosa. Essa rosa parece ser insignificante, quando ele encontra milhares de rosas, mas para a sua surpresa, a raposa, muito sábia, explica-lhe que se ele a cativou então é responsável por ela, e por isso cada um é único para o outro. O tempo que passaram juntos foi suficiente para tornarem-se importantes um para o outro.
         E você? O que e quem tem cativado? Tem passado tempo suficiente para se tornar importante para alguém ou para fazer com que alguém se sinta importante para você?
        O Pequeno Príncipe me cativou, agora é a tua vez! Deixe-se cativar por esse principezinho que representa tudo que há de bom, ou seja, todas as crianças do mundo.

Referência do livro: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. Tradução: Dom Marcos Barbosa. 48 ed. Rio de Janeiro: Agir, 2009.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O MUNDO MARAVILHOSO DE ALICE

Alice no País das Maravilhas


       Estava ansiosa para escrever sobre Alice. Afinal, um clássico da literatura não deve ser tão fácil de ser comentado. Porém, longe de fazer análises sobre o que Carroll quis mostrar com a história de Alice, faço apenas um comentário sobre ela a fim de indicar a leitura, sem compromisso de entendê-la, dessa história maravilhosa.
       Ao iniciar a leitura do livro, parece que estamos diante de uma história sem “pé nem cabeça”, tudo é complicado e confuso, por isso penso ser melhor apenas ler o livro por puro prazer, sem tentativas de entendê-lo ou analisá-lo.
      O melhor da vida, mesmo, é ser criança! Quando somos nem imaginamos, mas é só nos tornarmos adultos que vemos o quão bom era aquele tempo. Quem nos comprova isso é a pequena Alice, que de pequena só tem o tamanho, pois é de uma inteligência, mesmo que ingênua, sem igual.
       Essa menina nos surpreende, pela sua ousadia e audácia, ou seja, ela é atrevida e corajosa, como a maioria das crianças. Muitas vezes as crianças são repreendidas por seus comportamentos, mas é natural delas fazerem o que acham certo e dizerem o que pensam. A Alice é assim. Mas, é claro, isso tudo por causa de sua ingenuidade. Mesmo que muitos digam o que se deve ou não fazer, o que se deve ou não dizer, ela faz e diz o que quer. E isso se explica pelo fato de que crianças não são mentirosas, são verdadeiras, não dizem algo para magoar, mas dizem, simplesmente, o que pensam.
       Para alguns Alice se aproveita da fase em que está, por exemplo, para fazer certas coisas é muito pequena, já para outras, grande demais (por isso vive diminuindo e aumentando de tamanho), prefiro pensar que ela é ingênua, por isso, ao longo da história, deixa alguns personagens confusos, sem saída para algumas de suas indagações.
       Ora essa! É mais comum do que se imagina crianças curiosas perguntarem sobre o que lhes interessa ou o que lhes é curioso. E com a Alice não seria diferente. Afinal, é a curiosidade que move o mundo!
       Gosto de pensar nesse livro com um daqueles que devemos apenas ler por prazer, sem nos preocupar em fazer alguma análise, mas os adultos são teimosos, tenho certeza de que tentarão.    
       Quanto aos pequeninos, já não me preocupo, porque é da natureza deles entenderem sem fazer esforço algum. Engana-se quem pensa que não são inteligentes o suficiente para entenderem um livro como este.
       Para as crianças, assim como para Alice, o desconhecido é instigante e desafiador. A leitura dessa obra será deslumbrante para você que ainda não conhece ou não leu a história da pequena Alice.
       Ah! Sem desencorajar os que já leram, muito pelo contrário, encarem a nova leitura como uma revisitação a um álbum de fotografias, sempre há cenas que passaram despercebidas, e quando as percebemos lembramos de muito mais do que apenas o passado, lembramos dos nossos sentimentos, que é muito melhor do que apenas ver com os olhos, pois os sentimentos são os olhos do coração!



Referência do livro: Carroll, Lewis. Alice no País das Maravilhas. Tradução: Nicolau Sevcenko. Ilustrações: Luiz Zerbini. São Paulo: Cosac Naify, 2009.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

GUILHERME TELL

Guilherme Tell

       A principal temática de Schiller sempre foi a liberdade dos homens. E na história de Guilherme Tell não seria diferente.
      Temos na história uma espécie de três mosqueteiros suíços. Três amigos tentam libertar o povo suíço da tirania de governadores austríacos, mas sem sucesso.
      A libertação só se realiza quando Guilherme Tell descumpre uma ordem do governador Gessler. Guilherme recusa curvar-se diante de um chapéu do governador que fora pendurado em um poste, no centro da cidade.
       O governador não gosta nada do enfrentamento de Guilherme e propõe algo terrível para que ele tivesse sua liberdade preservada: estaria livre se acertasse sua flecha em uma maçã, porém essa estaria sobre a cabeça de seu filho, Walter.
Será que Guilherme Tell teve coragem de por a vida de seu filho em risco em prol de sua liberdade? E o governador honrará a sua palavra, depois de ter deixado de fazer tantas coisas que havia prometido?
      Essa história retrata muito bem os valores de uma época em que a palavra de uma pessoa valia mais do que qualquer coisa; uma época em que ainda existia palavra de honra; em que filho poderia confiar de olhos fechados no pai; em que os homens não traíam uns aos outros; em que a união preservava a liberdade de um povo inteiro; em que as pessoas não se corrompiam por falsas promessas e bens materiais; uma época em que se pensava em preservar o bem comum, pois se a sociedade está bem, logo o povo também está.
       Que pena que esse tempo já passou! Mas nunca é tarde para aprender. Essa história nos dá uma lição de união e amor à pátria, sentimentos esses que parecem estar esquecidos na nossa sociedade.
       É bom de vez em quando voltarmos ao passado e relembrar fatos para não repetirmos os mesmos erros e para que possamos fazer um futuro diferente e melhor!

Referência do livro citado: SCHILLER, Friedrich. Guilherme Tell. Recontado por Barbara Kindermann; tradução de Christine Röhrig. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2007.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

RAUL DA FERRUGEM AZUL

                         Raul da ferrugem azul

        Quem é que nunca ficou indignado, irritado ou, até mesmo, envergonhado por presenciar alguma situação de violência – seja física ou moral – contra alguém?
       O Raul sentia tudo isso, mas não fazia nada, não. Deixava as coisas acontecerem, só observava, sem falar nada, sem protestar. Está certo que ele bem que queria reagir, mas não tinha coragem. Só a vontade não bastava!
       Por isso, de tanto ver coisas injustas e erradas serem feitas e acabar consentindo – como diz o ditado: “Quem cala, consente.” – ele foi enferrujando. Não demorou muito e Raul percebeu que estava quase todo azul!
       Imagina! O Raul azul!! Ora essa, a gente não fica vermelho de raiva? Amarelo de vergonha ou medo? Pois o Raul ficou azul, de tanto ficar calado.
       E cada pessoa que não se manifesta quando vê atos errados, vai criando uma ferrugem, como a Estela, que tinha ferrugem amarela, e a Marieta da ferrugem preta. E você? Qual é a cor da sua ferrugem? É claro que você só a terá se ficar calado diante de atos covardes e injustos. Será que fica?
Seria uma boa ideia se a gente ficasse de alguma cor para demonstrar a nossa insatisfação com alguma coisa, assim, talvez, a gente nem precisasse falar, só de nos verem já saberiam das coisas erradas que estariam fazendo e recuariam, não praticando mais tais atos.
       Muitas vezes nos acovardamos diante de situações intoleráveis, mas a nossa perda de voz tem uma explicação: o medo. E é esse medo que não podemos deixar que tome conta do nosso pensamento e ação e, assim como Raul, devemos falar o que nos incomoda. Se cada um fizer a sua parte, quero dizer, se cada um falar o que pensa não teremos apenas uma voz, mas um coro, e aí, sim, seremos ouvidos e, mais do que isso, respeitados.
      É isso o que acontece com o menino Raul, que já não é mais da ferrugem azul, pois decidiu usar um dos seus dons especiais: a voz! E todo medo e insegurança que sentia, sumiram.
      Saiba você de um segredinho: todos nós temos esse dom especial!!!

Referência do livro: MACHADO, Ana Maria. Raul da ferrugem azul. Ilustrações de Rosana Faría. São Paulo: Richmond Educação, 2009.

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

ESTRELAS TORTAS

Estrelas tortas

       Quem é que nunca pensou que a vida de outrem é melhor que a sua? Mas se pararmos para pensar nem estamos com aqueles 24 horas, nem sabemos dos seus sonhos, medos, possibilidades, limitações, problemas...
       É esse pensamento que Gui passa a ter depois que sua irmã, a Marcella, sofre um acidente que muda radicalmente a vida de toda a família.
      Antes do acidente, era a Marcella quem cuidava do irmão mais novo, agora é ele quem tem de cuidar dela.
      Uma garota cheia de vida, sonhos e planos, vê seu futuro mudado, do qual não gosta nenhum pouquinho, e no início se recusa a aceitar o seu novo estado físico. Mas com a ajuda da família e de verdadeiros amigos vai aprender a reconstruir e reelaborar os seus planos.
      A história é contada na visão de 8 (oito) personagens. Cada um coloca as suas impressões, e de maneira muito particular expõe seus sentimentos em relação à batalha enfrentada, principalmente, por Marcella. Temos o depoimento dos pais, de amigos, de novos amigos conquistados depois do acidente, e do irmão de Marcella, o Gui.
      É Guilherme que nos impressiona com suas atitudes, e nos dá um banho de compaixão e amor pelo próximo, não só porque Marcella é sua irmã, mas porque ele entende que “...a gente é como um pedaço da noite./De longe, estrelas perfeitas./De perto, estrelas tortas.” Já explico!
     Quando não convivemos diariamente com pessoas que achamos que tem a vida “melhor” que a nossa, elas são, para nós, como estrelas perfeitas, mas ao observarmos uma estrela com um telescópio, vemos que até elas tem suas imperfeições.
     A vida é assim, todos temos dificuldades, limitações, mas o que decide se a nossa vida valerá a pena é a nossa vontade de viver.
     Gui ajudou Marcella a perceber isso. E ao invés de ficar se lamentando por ter ficado paraplégica, Marcella descobre que apesar de não poder andar, ainda pode voar, e voando pode chegar muito mais longe do que imaginava ser capaz.
     Essa história é muito parecida com uma novela que já passou na televisão brasileira, será que vocês lembram? Mas a do livro é muito melhor, porque apresenta um contexto mais real, está muito mais para a realidade do que para a ficção. Pois como podemos observar pela leitura do livro, ter uma deficiência física e lidar com esta não é tão fácil assim.
     Os personagens conseguirão construir relações muito melhores e mais transparentes a partir desse acontecimento, e com a ajuda de pessoas que realmente se importam e gostam de Marcella, ela não se conformará com seu estado e conseguirá superá-lo com determinação.

Referência do livro: CARRASCO, Walcyr. Estrelas tortas. 2 ed. São Paulo: Moderna; 2003.

Marcia Pereira

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domingo, 18 de setembro de 2011

LEOCÁDIO, O LEÃO QUE MANDAVA BALA

Leocádio, o leão que mandava bala


       Essa é uma fábula moderna. Não só as crianças, mas muitos adultos gostarão de ler essa história.
       Nela, um leão, não como todos os outros, – esse era especial! –, sentiu o desejo de conhecer outros mundos. Não mundos distantes, mas diferentes do dele, a floresta.
       Nesta floresta a vida era muito boa... até que... começaram a aparecer caçadores.
       Os temidos caçadores não deixavam os leões em paz. Até que o senhor Leocádio aprendeu a atirar. Cada caçador que aparecia na floresta se deparava com Leocádio, e o espertinho dava um jeitinho de roubar a espingarda de cada um deles, e atirava. E atirando, atirando foi parar no circo.
       Lá era idolatrado, e mesmo quando contrariado conseguia o que queria, pois metia medo em todo mundo com seu rugido, bem assim: GRAUGRRR.
      Aprendeu a ser homem: um leão-homem. Teve sonhos, desejos de homem; ambição de homem; começou a se comportar como homem; enfim, deixou de ser apenas um leão, e passou a ser um homem como qualquer homem desta Terra! Mas no meio dessa confusão, percebeu que era só mais um na multidão!
      Logo, a solidão bateu à sua porta. Quando estava no auge de sua carreira, podia tudo, comprava tudo, até a amizade das pessoas. O tempo foi passando, tudo o que desejava fazer, fazia, e quando não tinha mais nada que já não tivesse feito, sentiu um vazio no peito.
      Os aplausos que recebia, e toda bajulação já não eram suficientes para preencher seu coração, que não era pequeno não!
      Por causa disso resolveu pedir ajuda. O salvador: o tio Shelby. Graças a ele o senhor Leocádio voltou para o seu lugar: a floresta. Mas já não era o mesmo de outrora. O trauma da cidade grande e da fama nunca ninguém descobriu se Leocádio superou, pois Leocádio, o Grande, aquele que mandava bala, simplesmente, sumiu!
      Se, por acaso, você vir um leão por aí pode avisar o tio Shelby, pois ele está esperando notícias desse leãozinho, principalmente porque o tinha como um irmão, mas não se preocupe, o Leocádio não morde, não!




Referência do livro: SILVERSTEIN, Shel. Leocádio, o leão que mandava bala. (Trad. Antonio Guimarães) 2 ed. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

Viagem ao Centro da Terra

Para quem gosta de aventura e de desafios, este é o livro recomendado. O escritor Júlio Verne sempre esteve à frente de seu tempo, antecipando algumas descobertas e invenções científicas. Pois nas palavras de Walcyr Carrasco “Júlio Verne é o primeiro grande autor a unir o conhecimento científico com a literatura de aventura.”
Parecia loucura o que o professor Lidenbrock planejara fazer depois de ter encontrado um manuscrito que escorregara de entre as páginas de um antigo livro. Esse foi o pensamento de seu sobrinho, Axel, cujo tio, cientista, contará com a ajuda para tentar percorrer um suposto caminho até o centro da Terra.
É Axel quem nos conta essa incrível viagem, por mais que ele achasse uma loucura não consegue negar seu espírito aventureiro.
Tio e sobrinho vão se aventurar nessa viagem fantástica, na qual terão de superar muitas dificuldades como a falta de água potável; temperaturas às vezes muito baixas, às vezes muito altas; escassez de comida; sem contar os animais pré-históricos incríveis que encontrarão ao longo da jornada. Axel se impressiona tanto que chega a pensar que está em outro mundo.
Mas nada se compara com o que ele vive quando se perde de seu tio a uma profundidade incalculável, ficando na escuridão total. Os seus sentimentos e pensamentos são os mais diversos possíveis, imaginando até que poderia morrer e nunca mais ser encontrado. Porém, seu amor pela bela Grauben lhe dará forças para não desistir e continuar procurando um caminho de volta até seu tio.
É uma história incrível e fascinante! Mas chega de dar detalhes senão acabo contando o final da história. Se você se interessou pelo romance não perca tempo, comece a ler o mais rápido possível para descobrir se os nossos desbravadores chegam ao destino tão desejado e se aventure você também nessa maravilhosa viagem rumo ao centro da Terra!



Referência do livro: VERNE, Júlio. Viagem ao centro da Terra. Tradução e adaptação de Walcyr Carrasco. 1 ed. São Paulo: FTD; 2007.

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domingo, 17 de julho de 2011

PÉ DE GUERRA: MEMÓRIAS DE UMA MENINA NA GUERRA DA BAHIA

Pé de guerra: memórias de uma menina na guerra da Bahia

Desta vez é uma garotinha de 7 anos, chamada Camila, quem nos conta e encanta com sua história.
Morando em Salvador, vivencia os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial.
Camila se aventura contando tudo de acordo com seu ponto de vista, e no começo até acha legal a tal guerra, mas à medida que o tempo passa vai percebendo que a guerra é, na verdade, algo muito terrível.
Entre submarinos, black-outs, aviões, inimigos... ela nos conta as conseqüências da guerra e as transformações na vida de todas as pessoas envolvidas, direta ou indiretamente. Como a família de Hans, um garoto da idade dela, seu vizinho e filho de alemães.
A garota viverá dois conflitos: a guerra de verdade, que mudará a rotina da família; e uma guerra em seu coração.
Para Camila essa é, talvez, a mais difícil de resolver. Pois no meio dessa confusão toda não é que ela acaba se apaixonando justo por um inimigo!
Mas para ela não era tão fácil entender quem era inimigo. Ora, o que um menino de sua idade poderia fazer para ser considerado inimigo? Será que alguém poderia ensiná-la a odiar o seu inimigo?
Camila vai descobrir que não. Sabe por quê? Porque era uma criança, e no coração das crianças não há espaço para o ódio. E quando ela menos esperar seu inimigo também demonstrará amor por ela, mas será tarde demais, porque a guerra mudará o destino de suas vidas.

Referência do livro: ROBATTO, Sonia. Pé de guerra: memórias de uma menina na guerra da Bahia. São Paulo: Editora 34; 1996.

Do outro mundo

Do outro mundo

Você deve estar se perguntando se essa história é de terror, pois o título é sugestivo! Mas não! Essa história não é de terror. Poderíamos até dizer que essa história é de dar vergonha em toda a sociedade. Você já vai entender!
Nessa história Ana vai nos mostrar do que o ser humano é capaz de fazer por poder, para tê-lo ou, ainda, para não perdê-lo.
Tudo começa quando a mãe de Elisa e Léo resolve transformar o sítio, herdado por ela, em uma pousada.
Para a alegria da criançada, elas poderão ajudar. Além de Elisa e Léo, que são os filhos de Vera, seus amigos Mariano e Terê vão poder ajudar. E como recompensa poderão dormir no “anexo” da pousada, um lugar que há muito tempo havia sido uma senzala.
É na primeira noite, em que as crianças dormem no “anexo”, que coisas estranhas começam a acontecer.
Primeiro Mariano escuta ruídos, logo em seguida parece ouvir alguém chorando. Mas acaba pensando que é uma das meninas do quarto ao lado.
Porém, ele não foi o único que ouvira tudo isso. Elisa também havia tido essa experiência.
As noites passam e em uma delas, os quatro amigos, Mariano, Elisa, Léo e Terê, têm a incrível experiência de encontrar uma menina fantasma, a Rosário.
É ela quem vai contar as atrocidades que as pessoas cometiam contra outras, escravas, no tempo da escravidão. E você vai ter certeza de que essas são piores do que coisas de outro mundo.
E é Mariano quem vai registrar tudo e nos contar essa história.
Rosário enfrentará um fantasma de arrepiar: a lembrança dolorosa de quando estava viva, e era escrava por causa de sua cor. Com a ajuda da garotada ela tentará superar esse trauma e o medo de que outros venham a sofrer o que ela sofreu.
Mariano também terá um desafio! Bem menos complicado: o de registrar toda a história de Rosário escrevendo um livro e publicando-o, para que todos possam ler, compreender que ter a liberdade privada deixa marcas profundas nas pessoas, feridas que não tem cura, e para que nunca mais a humanidade cometa o mesmo erro.

Referência do livro: MACHADO, Ana Maria. Do outro mundo. 1.ed., 8.impr. São Paulo: Ática; 2007.